07 julho, 2011

Eu preciso aprender a só ser


Gilberto Gil por Verônica Ferriani
Sabe, gente
É tanta coisa pra gente saber
O que cantar, como andar, onde ir
O que dizer, o que calar, a quem querer

Sabe, gente
É tanta coisa que eu fico sem jeito
Sou eu sozinha e esse nó no peito
Já desfeito em lágrimas que eu luto pra esconder

Sabe, gente
Eu sei que no fundo o problema é só da gente
E só do coração dizer não, quando a mente
tenta nos levar pra casa do sofrer

E quando escutar um samba-canção
Assim como: "Eu preciso aprender a ser só"
Reagir e ouvir o coração responder:
"Eu preciso aprender a só ser."

Por mais que se tenha, família, amigos, líderes, pastores, não adianta: há lutas que são, por natureza, solitárias. E cá pra nós, Peniel é mesmo pequeno de mais pra caber mais gente.  Lá, só há lugar para mim, meu travesseiro de pedra e o anjo com quem luto agora. E eu preciso aprender a lidar com essa solidão necessária - necessária, e que se contradiz, uma vez que ela coexiste com a multidão ao redor. E é nessas horas que sou tentada a olhar para fora e tentar agregar barulho ao meu silêncio e romances fora de tempo, como que me privando de terminar uma fase que precisa ser vivida. Quero um nome novo no final. Quero descobrir quem sou – o que cantar, como andar, onde ir, o que dizer, o que calar, a quem querer… Mas até lá, a realidade da canção me envolve: eu preciso aprender a só ser.

02 julho, 2011

No meu fone #001 | Aline Pignaton

Aline Pignaton foi um nome constante na minha adolescência. Eu acompanho seu trabalho desde um festival de dança que participei nem lembro mais quando – faz tempo! Mas lembro bem da minha antipatia gratúita pela moça, que tinha sido convidada para cantar no evento. Eu era apenas uma mocinha desengonçada e sem muitos talentos que vivia em guerra com o próprio cabelo. A Aline não. Ela tinha uma voz doce, um c’d gravado, uma segurança invejável diante do público e um figurino impecável. Inveja nada santa detectada.

Secretamente (eu não ia dar o braço a torcer, tá?), eu sempre dava um jeito de comprar seus c’ds – e me demorava por horas com o encarte nas mãos, observando a ficha técnica e me arriscando em alguns acordes com os playbacks. Eram trabalhos tipicamente “evangélicos”, com direito a regravação de hino tradicional e tudo. E como eu era uma típica garota evangélica, me caia bem aos ouvidos.

Chegamos a 2011. O tempo passou, eu mudei bastante e naturalmente minhas escolhas (inclusive musicais) tem acompanhado essas mudanças. E acho que posso dizer que o mesmo aconteceu do lado de lá também – o que, de uma forma bastante curiosa, faz isso tudo ter um peso sentimental pra mim agora.

Aline e banda no lançamento do novo c’d no teatro Sesi em Vitória
Outro dia alguém postou no facebook a Aline cantando Vilarejo, da Marisa Monte e minhas anteninhas se levantaram atentas! Foi-se o tempo de pensar “nossa, será que ela desviou?”. É o que eu diria se ainda fosse aquela mocinha desengonçada com cabelo difícil (ah, o que não fazem alguns anos, um pouco de lucidez e uma progressiva!).

Gostei do que eu vi e ouvi. Na realidade, consigo escolher poucos artistas que traduzam integralmente o que tenho gostado de escutar. Com grandes compositores cristãos no repertório, é nítida a influência da MPB, um pouco de bossa talvez, e um temperinho de Jazz. Não vejo a hora de ter o c’d em mãos, pra Aline fazer expediente em tempo integral no meu fone!


26 junho, 2011

Jesus em clima de avivamento

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[Foto via]
Em clima de avivamento, você desencosta Jesus e o coloca acima das tradições, da sua cultura, da sua igreja, dos seus títulos, de seu academicismo, de seus mestres, de seus heróis e gurus.
Em clima de avivamento, você enxerga e deixa Jesus no fundamento, no alicerce, na primeira pedra, na pedra angular, sobre a qual se apóiam os profetas e os apóstolos, sobre a qual você também se apóia.
Em clima de avivamento, você caminha com Jesus até a cruz e morre com ele; você sai da cruz e ressuscita com ele; você ouve a voz de Jesus e o segue; você se liga e permanece ligado a ele tão naturalmente como o ramo de uma videira.
Em clima de avivamento, a cortina começa a se levantar, e Jesus aparece bem nítido e bem próximo diante de seus olhos. Você é capaz de enxergá-lo no princípio mais remoto quando ele estava com Deus e era Deus, quando todas as coisas foram feitas por intermédio dele.
Em clima de avivamento e com a cortina levantada, você contempla tanto a humanidade de Jesus quanto a sua divindade. Diante de seus olhos, Jesus é ao mesmo tempo Filho do homem e Filho de Deus, verdadeiro homem e verdadeiro Deus.
Em clima de avivamento, você é capaz de enxergar Jesus assentado e exaltado à destra do Pai, colocando debaixo de seus pés todos os poderes demoníacos, todas as forças hostis, entre os quais o maior de todos é a morte.
Em clima de avivamento, você se coloca em torno de Jesus Cristo, na certeza de que ele é o centro de tudo, nos céus, na terra e debaixo da terra. A vontade dele passa a prevalecer sobre a sua. Você se nega a si mesmo por causa dele, quantas vezes forem necessárias. Você tem entusiasmo por Jesus e não consegue ficar calado nem com as mãos abanando diante da carência do ser humano e da graça que há em Jesus Cristo.
Essa revolução acontece em clima de avivamento porque é o Espírito da verdade que dá testemunho a respeito da pessoa e obra de Jesus Cristo (Jo 15.26).
Capa Ultimato 315, Novembro – Dezembro 2008.

18 junho, 2011

Blogando de novo

Provavelmente minha carreira de blogueira está longe de acabar – talvez muito longe também de ser bem sucedida. Mas não me importo. Só quero ter um espaço pra compartilhar e responder aos apelos da minha alma nos dias em que ela quiser quebrar (ou codificar) meu silêncio.