25 novembro, 2011

Aprendendo a ler

Desde que me entendo por gente, eu sempre gostei do universo dos livros. Todas aquelas letrinhas, figuras e cheiros me hipnotizavam por horas, de modo que brinquedos e livros estavam sempre misturados. Nem sempre livros próprios para a minha idade. Haviam dois livros de poesia em especial que me cativavam: “Meus Poemas Preferidos”, de Manuel Bandeira, e “Flor de Poemas”, de Cecília Meireles. Eu os lia sempre, e recitava o pequeno poema triste de Manuel Bandeira, chamado “O Bicho”.

Na maior parte do tempo eu me limitava à biblioteca que tínhamos em casa – o que se resumia a uma estante de aço, com prateleiras frias que eram aquecidas somente pelos livros que minha mãe juntava desde solteira. Daí ela casou com meu pai, que juntava livros, entre outros assuntos, de fotografia, e então voltamos para o ponto da história que vocês já conhecem: eu amava aqueles livros. E acho certo conjugar o verbo “amar” no passado e devo explicar isso melhor agora. Este é um momento de confissão.

Depois que decidi que entraria num seminário e comecei a descobrir o altos e baixos da vida acadêmica (mais baixos que altos, no meu caso), percebi que ler poderia ser bem chato também. Eu não estava acostumada com ensaios científicos, e cá pra nós, eu nem estava esperando isso num curso de cunho vocacional. Na realidade, eu não sabia bem o que esperar. A maior parte eram expectativas românticas, como a maioria dos seminaristas estão acostumados a nutrir (se não é a maioria, não me conte. Não quero me sentir idota e sozinha agora). Então eu me via num seminário teológico, sendo bombardeada por textos de autores que eu nunca tinha escutado falar e lendo um monte deles por pura obrigação (eu falei que esse era um momento de confissão).

LIVROS 2011 2

15 novembro, 2011

Quadro negro da imaginação

Molly tem uma câmera fotográfica como melhor amiga, um grande quadro negro, provavelmente algumas caixas de giz e certamente muita imaginação. No alto dos seus 18 anos, a garota junta tudo isso em pequenos vídeos criados e dirigidos por ela no YouTube. Selecionei um deles pra vocês terem idéia do que tô falando – mas o canal da garota é realmente muito legal e vale o clique!

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14 novembro, 2011

Olha esse blog! #001 | Garota Criatividade

Há um tempo atrás rolava no site da Capricho um blog coletivo super legal. Era o “Tudo de Blog” (quem lembra?). Eu ainda acho a idéia genial e não sei porque acabou. Funcionava assim: a redação da revista escolhia 100 blogs por ano de leitoras (e leitores), e dava pra eles uma pauta (não lembro se era semanal, quizenal, não sei). Os assuntos iam desde polêmicas do momento, temas em alta e política, até as leviandades novidades do mundo pop, comportamento, vida pessoal… Eu curtia. E volta e meia observava os blogs alistados - que foi onde eu descobri o Olhar 43, um blog cheio de fofurinhas para meninas (olha esse blog também! Rs!). Depois de um tempo é que eu fui descobrir que a Paty Pegorin, a dona do Olhar43, também tinha o Garota Criatividade, que o blog do qual eu vim falar hoje.

E oh, taí um tema que eu gosto! Criatividade! Ela não é fascinante? Eu realmente acho que qualquer pessoa pode ser criativa. E se você manter sua mente estimulada.. uau! Você vai perceber o quanto de coisa legal que pode fazer e como isso pode afetar de forma positiva quem tá perto de você! Eu poderia citar vários exemplos, mas é melhor eu ir parando por aqui porque eu vim falar do blog da Paty :D

É só clicar e se deparar com posts cheios de idéias que ela viu por aí – e morrer de vontade de soltar a criatividade e a imaginação também. Permita-se! :D E clica, clica:

Clique Garota Criatividade

Clique na imagem para acessar o Garota Criatividade

13 novembro, 2011

Adorável parede lilás

Que garota bobinha… Pintou a parede do quarto de lilás e agora tá se achando a it girl, ahuishdiusahdiusa!

Tirando o fato d’eu me sentir mega boba (porque não me lembro de ter levado ao ar um post só com fotos minhas), tô é bem feliz com a fase pós reforma daqui de casa. É porque desde meus 18 anos eu era dona de uma parede rosa choque… e não foi uma experiência assim muito agradável, sabe? Na época eu não tive a chande de escolher o tom que eu queria e depois tive que conviver por anos com uma cor que no fundo eu considerava ridícula, hausidhusa. Mas como a vida não é feita só de cores de parede que você não gosta, eu nem ligava. Na verdade eu era (e sou) grata. Só de ter o meu cantinho, já tá bom de mais.

Quando então decidimos que iríamos reformar a casa, assim que tive oportunidade, coloquei na pauta “trocar a cor do meu quarto”. Quando eu disse que pensava num lilás clarinho, riram de mim, porque segundo pensam, o lilás é um parente distante do rosa, hahaha… Então pensaram “grande avanço, Juliana!”… Bem, o importante é que eu gostei mesmo e pra mim deu muita diferença :)

Daí que hoje acordei inspirada: fiz a it girl com a minha parede lilás nova de background e surgiu as fotos abaixo! Venhão!

juh1

12 novembro, 2011

Fases em fotos

Esse foi um ano de celular nas mãos o olhos atentos. Há quem diga que a moda Instagram é ridícula e só veio pra banalizar o ato e efeito de fotografar. Mas eu fui afetada por ela – mesmo sem ter um iphone – e posso dizer que isso foi como um dever de casa das aulas de fotografia (salve salve verão de 2010!). Era como tentar fazer o melhor que se podia com o que se tinha em mãos: um processador meia boca mais alguns poucos pixels vistos uma lente quase que de brinquedo. Tirei MUITA foto ruim, é verdade, mas acho que foi legal pra treinar o olhar.

Por algum tempo, decidi compartilhar algumas dessas fotos num álbum do facebook chamado “Fases em Fotos”, onde a idéia era marcar o meu tempo através dos clicks disparados do celular. O álbum não existe mais. Houve um momento em que me senti ridícula e como ainda me preocupo de mais com o que pensam de mim decidi abandonar o projeto excluindo o álbum do meu perfil.

Outro dia me peguei pensando no que faria com tantas fotos, e sabe, mesmo que eu quisesse voltar a posta-las por aí, teria de esperar - já que fui assaltada e levaram meu celularzinho bacana, rs. Fazer o quê, né? Paciência.

Abaixo, um post-galeria bem bobo… Mas de um tremendo valor emocional pra mim já que retrata um ano cheio de mudanças no coração e na mente.

melissatermo-matic