31 dezembro, 2011

Mas já? Fica, vai ter bolo…

tu sabes quem eu sou2

Pra começar: clica no play que esse post tem trilha sonora (*)

Eu não poderia fugir ao típico exercício de reflexão de final de ano. Mas farei isso de uma forma diferente. Estou às portas de 2012 e não daria tempo de detalhar tudo que andei pensando e vivendo – então farei desse post um memorial para mim mesma, porque mesmo sabendo que a obra não está completa, não gostaria de deixar escapulir o que aprendi. De forma alguma são assuntos esgotados – quem somos nós, né? – mas dei o primeiro passo para sair do quadrado, e isso é bem especial para mim. Porque por mais confuso, solitário, estranho e sem referências, 2011 foi talvez o ano mais importante pra mim até agora,  um divisor de águas mesmo.

25 novembro, 2011

Aprendendo a ler

Desde que me entendo por gente, eu sempre gostei do universo dos livros. Todas aquelas letrinhas, figuras e cheiros me hipnotizavam por horas, de modo que brinquedos e livros estavam sempre misturados. Nem sempre livros próprios para a minha idade. Haviam dois livros de poesia em especial que me cativavam: “Meus Poemas Preferidos”, de Manuel Bandeira, e “Flor de Poemas”, de Cecília Meireles. Eu os lia sempre, e recitava o pequeno poema triste de Manuel Bandeira, chamado “O Bicho”.

Na maior parte do tempo eu me limitava à biblioteca que tínhamos em casa – o que se resumia a uma estante de aço, com prateleiras frias que eram aquecidas somente pelos livros que minha mãe juntava desde solteira. Daí ela casou com meu pai, que juntava livros, entre outros assuntos, de fotografia, e então voltamos para o ponto da história que vocês já conhecem: eu amava aqueles livros. E acho certo conjugar o verbo “amar” no passado e devo explicar isso melhor agora. Este é um momento de confissão.

Depois que decidi que entraria num seminário e comecei a descobrir o altos e baixos da vida acadêmica (mais baixos que altos, no meu caso), percebi que ler poderia ser bem chato também. Eu não estava acostumada com ensaios científicos, e cá pra nós, eu nem estava esperando isso num curso de cunho vocacional. Na realidade, eu não sabia bem o que esperar. A maior parte eram expectativas românticas, como a maioria dos seminaristas estão acostumados a nutrir (se não é a maioria, não me conte. Não quero me sentir idota e sozinha agora). Então eu me via num seminário teológico, sendo bombardeada por textos de autores que eu nunca tinha escutado falar e lendo um monte deles por pura obrigação (eu falei que esse era um momento de confissão).

LIVROS 2011 2

15 novembro, 2011

Quadro negro da imaginação

Molly tem uma câmera fotográfica como melhor amiga, um grande quadro negro, provavelmente algumas caixas de giz e certamente muita imaginação. No alto dos seus 18 anos, a garota junta tudo isso em pequenos vídeos criados e dirigidos por ela no YouTube. Selecionei um deles pra vocês terem idéia do que tô falando – mas o canal da garota é realmente muito legal e vale o clique!

Mais em Chalkboard Imagination

14 novembro, 2011

Olha esse blog! #001 | Garota Criatividade

Há um tempo atrás rolava no site da Capricho um blog coletivo super legal. Era o “Tudo de Blog” (quem lembra?). Eu ainda acho a idéia genial e não sei porque acabou. Funcionava assim: a redação da revista escolhia 100 blogs por ano de leitoras (e leitores), e dava pra eles uma pauta (não lembro se era semanal, quizenal, não sei). Os assuntos iam desde polêmicas do momento, temas em alta e política, até as leviandades novidades do mundo pop, comportamento, vida pessoal… Eu curtia. E volta e meia observava os blogs alistados - que foi onde eu descobri o Olhar 43, um blog cheio de fofurinhas para meninas (olha esse blog também! Rs!). Depois de um tempo é que eu fui descobrir que a Paty Pegorin, a dona do Olhar43, também tinha o Garota Criatividade, que o blog do qual eu vim falar hoje.

E oh, taí um tema que eu gosto! Criatividade! Ela não é fascinante? Eu realmente acho que qualquer pessoa pode ser criativa. E se você manter sua mente estimulada.. uau! Você vai perceber o quanto de coisa legal que pode fazer e como isso pode afetar de forma positiva quem tá perto de você! Eu poderia citar vários exemplos, mas é melhor eu ir parando por aqui porque eu vim falar do blog da Paty :D

É só clicar e se deparar com posts cheios de idéias que ela viu por aí – e morrer de vontade de soltar a criatividade e a imaginação também. Permita-se! :D E clica, clica:

Clique Garota Criatividade

Clique na imagem para acessar o Garota Criatividade

13 novembro, 2011

Adorável parede lilás

Que garota bobinha… Pintou a parede do quarto de lilás e agora tá se achando a it girl, ahuishdiusahdiusa!

Tirando o fato d’eu me sentir mega boba (porque não me lembro de ter levado ao ar um post só com fotos minhas), tô é bem feliz com a fase pós reforma daqui de casa. É porque desde meus 18 anos eu era dona de uma parede rosa choque… e não foi uma experiência assim muito agradável, sabe? Na época eu não tive a chande de escolher o tom que eu queria e depois tive que conviver por anos com uma cor que no fundo eu considerava ridícula, hausidhusa. Mas como a vida não é feita só de cores de parede que você não gosta, eu nem ligava. Na verdade eu era (e sou) grata. Só de ter o meu cantinho, já tá bom de mais.

Quando então decidimos que iríamos reformar a casa, assim que tive oportunidade, coloquei na pauta “trocar a cor do meu quarto”. Quando eu disse que pensava num lilás clarinho, riram de mim, porque segundo pensam, o lilás é um parente distante do rosa, hahaha… Então pensaram “grande avanço, Juliana!”… Bem, o importante é que eu gostei mesmo e pra mim deu muita diferença :)

Daí que hoje acordei inspirada: fiz a it girl com a minha parede lilás nova de background e surgiu as fotos abaixo! Venhão!

juh1

12 novembro, 2011

Fases em fotos

Esse foi um ano de celular nas mãos o olhos atentos. Há quem diga que a moda Instagram é ridícula e só veio pra banalizar o ato e efeito de fotografar. Mas eu fui afetada por ela – mesmo sem ter um iphone – e posso dizer que isso foi como um dever de casa das aulas de fotografia (salve salve verão de 2010!). Era como tentar fazer o melhor que se podia com o que se tinha em mãos: um processador meia boca mais alguns poucos pixels vistos uma lente quase que de brinquedo. Tirei MUITA foto ruim, é verdade, mas acho que foi legal pra treinar o olhar.

Por algum tempo, decidi compartilhar algumas dessas fotos num álbum do facebook chamado “Fases em Fotos”, onde a idéia era marcar o meu tempo através dos clicks disparados do celular. O álbum não existe mais. Houve um momento em que me senti ridícula e como ainda me preocupo de mais com o que pensam de mim decidi abandonar o projeto excluindo o álbum do meu perfil.

Outro dia me peguei pensando no que faria com tantas fotos, e sabe, mesmo que eu quisesse voltar a posta-las por aí, teria de esperar - já que fui assaltada e levaram meu celularzinho bacana, rs. Fazer o quê, né? Paciência.

Abaixo, um post-galeria bem bobo… Mas de um tremendo valor emocional pra mim já que retrata um ano cheio de mudanças no coração e na mente.

melissatermo-matic

21 agosto, 2011

Salve o momento

[Foto via]

(…) O terrível segredo, que ninguém parece ter a coragem de encarar, é que o mundo não pode ser salvo de uma só vez. Não há como se varrer a miséria da existência em grandes e eficientes vassouradas. Não há como se pagar alguém para ir salvando o mundo, do modo que se paga o encanador para desentupir o ralo. Salvar o mundo é um serviço sujo que só você pode fazer, ao ritmo de um ínfimo passo de cada vez.

O mundo é salvo em partes. Em partes pequenas.

Souberam-no e sabem-no todos os grandes santos, jesuses, gandhis e são franciscos, e as madres teresas de todas as Calcutás. O único modo verdadeiramente virtuoso de se viver e o único modo eficaz de se salvar o mundo é pelo regime dispendioso, frustrante e tremendamente lento dos microsalvamentos: redimindo-se um momento de cada vez. Um remédio de cada vez. Uma refeição de cada vez. Uma conversa de cada vez. Um abraço de cada vez. Uma caminhada de cada vez. Um cafezinho de cada vez. Um pedido de desculpas de cada vez. Um perdão de cada vez. Um churrasco de cada vez. Uma adoção de cada vez. Uma cura de cada vez. Uma dor de cabeça de cada vez.

Os microsalvamentos não são glamurosos, não são definitivos, não dão manchete e não são recompensadores. Não dão a impressão de trabalho realizado, porque não está. É apenas o começo das dores, e amanhã haverá mais. A pedra que empurramos até o topo hoje terá deslizado invariavelmente o morro amanhã, e amanhã haverá outras.

Não temos infelizmente o chamado ou a capacitação para salvar o amanhã, o que nos pareceria infinitamente mais atraente. Amanhã as coisas podem já ter mudado. Amanhã posso ter dado um jeito de escapar daqui. Minha tarefa, minha impensável tarefa, é salvar este momento, este ridículo, insuportável, irredimível momento.

Alguém pare o momento que quero descer.

Paulo Brabo, via A Bacia das Almas

07 agosto, 2011

Identidade - Gustavo Paiva (Dunamis)

Descobrir quem realmente somos (e não somos), é empreitada para corajosos. Pode ser que você se assuste com o que verá diante do espelho quando sua própria máscara cair. Curiosamente, é também uma experiência libertadora. E por mais dolorosa, estranha e solitária que essa jornada possa ser, ninguém deveria se privar de empreede-la. Ainda estou encarando esse processo, tentando evitar as distrações e ludíbrios que minha alma me arranja - "nossa, o que você diante do espelho é tão ruim assim?". É estranho. Não me reconheço e tudo que me definia antes era somente uma "capinha elegante" para me apresentar ao mundo. Todos fazemos isso.  E continuaremos fazendo. Quando me resta algum momento de lucidez, percebo a realidade de quem eu sou e finalmente me lembro que o que importa é quem Ele é - em mim, nEle mesmo, no meu próximo. 

Durante esse processo conheci pessoas, li livros, fiquei em silêncio, escutei músicas, fiz barulho, levei bronca... Tudo, à sua própria maneira, fazendo parte do processo. E era (e é) muito bom perceber providências divinas devidamente endereçadas a mim, de uma forma muito real e pessoal, bem do jeito d'Ele mesmo. O vídeo abaixo é uma dessas providências. E como Deus pensa grande, pensa "família", talvez seja especial pra você também :)

 

"Existe um tempo que é o tempo em que Deus quer que você se aquiete, o tempo do silêncio. O tempo em que você não faz tanta coisa, mas Deus faz tanta coisa em você!... Curte o que Deus tá mexendo dentro de você. (...) Então quando Deus não tiver falando muita coisa, fica na tua! (...) Ninguém te reconhece, você não é reconhecido por ninguém, e isso é bom! Não é aplaudido por ninguém, não é vaiado por ninguém - você só está lá e Deus está mexendo em você. Não significa que você não tem um chamado, simplesmente é a hora em que Deus está mexendo e você está crescendo".


Tkanks, @Patty4Jesus pela dica.

Chapeuzinho Amarelo – Chico Buarque


“(…) Não tem mais medo de chuva nem foge de carrapato. Cai, levanta, se machuca, vai à praia, entra no mato, trepa em árvore rouba fruta, depois joga amarelinha com o primo da vizinha com a filha do jornaleiro com a sobrinha da madrinha e o neto do sapateiro. Mesmo quando está sozinha, inventa uma brincadeira. E transforma em companheiro cada medo que ela tinha: o raio virou orrái, barata é tabará, a bruxa virou xabru e o diabo bodiá.” (+)

07 julho, 2011

Eu preciso aprender a só ser


Gilberto Gil por Verônica Ferriani
Sabe, gente
É tanta coisa pra gente saber
O que cantar, como andar, onde ir
O que dizer, o que calar, a quem querer

Sabe, gente
É tanta coisa que eu fico sem jeito
Sou eu sozinha e esse nó no peito
Já desfeito em lágrimas que eu luto pra esconder

Sabe, gente
Eu sei que no fundo o problema é só da gente
E só do coração dizer não, quando a mente
tenta nos levar pra casa do sofrer

E quando escutar um samba-canção
Assim como: "Eu preciso aprender a ser só"
Reagir e ouvir o coração responder:
"Eu preciso aprender a só ser."

Por mais que se tenha, família, amigos, líderes, pastores, não adianta: há lutas que são, por natureza, solitárias. E cá pra nós, Peniel é mesmo pequeno de mais pra caber mais gente.  Lá, só há lugar para mim, meu travesseiro de pedra e o anjo com quem luto agora. E eu preciso aprender a lidar com essa solidão necessária - necessária, e que se contradiz, uma vez que ela coexiste com a multidão ao redor. E é nessas horas que sou tentada a olhar para fora e tentar agregar barulho ao meu silêncio e romances fora de tempo, como que me privando de terminar uma fase que precisa ser vivida. Quero um nome novo no final. Quero descobrir quem sou – o que cantar, como andar, onde ir, o que dizer, o que calar, a quem querer… Mas até lá, a realidade da canção me envolve: eu preciso aprender a só ser.

02 julho, 2011

No meu fone #001 | Aline Pignaton

Aline Pignaton foi um nome constante na minha adolescência. Eu acompanho seu trabalho desde um festival de dança que participei nem lembro mais quando – faz tempo! Mas lembro bem da minha antipatia gratúita pela moça, que tinha sido convidada para cantar no evento. Eu era apenas uma mocinha desengonçada e sem muitos talentos que vivia em guerra com o próprio cabelo. A Aline não. Ela tinha uma voz doce, um c’d gravado, uma segurança invejável diante do público e um figurino impecável. Inveja nada santa detectada.

Secretamente (eu não ia dar o braço a torcer, tá?), eu sempre dava um jeito de comprar seus c’ds – e me demorava por horas com o encarte nas mãos, observando a ficha técnica e me arriscando em alguns acordes com os playbacks. Eram trabalhos tipicamente “evangélicos”, com direito a regravação de hino tradicional e tudo. E como eu era uma típica garota evangélica, me caia bem aos ouvidos.

Chegamos a 2011. O tempo passou, eu mudei bastante e naturalmente minhas escolhas (inclusive musicais) tem acompanhado essas mudanças. E acho que posso dizer que o mesmo aconteceu do lado de lá também – o que, de uma forma bastante curiosa, faz isso tudo ter um peso sentimental pra mim agora.

Aline e banda no lançamento do novo c’d no teatro Sesi em Vitória
Outro dia alguém postou no facebook a Aline cantando Vilarejo, da Marisa Monte e minhas anteninhas se levantaram atentas! Foi-se o tempo de pensar “nossa, será que ela desviou?”. É o que eu diria se ainda fosse aquela mocinha desengonçada com cabelo difícil (ah, o que não fazem alguns anos, um pouco de lucidez e uma progressiva!).

Gostei do que eu vi e ouvi. Na realidade, consigo escolher poucos artistas que traduzam integralmente o que tenho gostado de escutar. Com grandes compositores cristãos no repertório, é nítida a influência da MPB, um pouco de bossa talvez, e um temperinho de Jazz. Não vejo a hora de ter o c’d em mãos, pra Aline fazer expediente em tempo integral no meu fone!


26 junho, 2011

Jesus em clima de avivamento

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[Foto via]
Em clima de avivamento, você desencosta Jesus e o coloca acima das tradições, da sua cultura, da sua igreja, dos seus títulos, de seu academicismo, de seus mestres, de seus heróis e gurus.
Em clima de avivamento, você enxerga e deixa Jesus no fundamento, no alicerce, na primeira pedra, na pedra angular, sobre a qual se apóiam os profetas e os apóstolos, sobre a qual você também se apóia.
Em clima de avivamento, você caminha com Jesus até a cruz e morre com ele; você sai da cruz e ressuscita com ele; você ouve a voz de Jesus e o segue; você se liga e permanece ligado a ele tão naturalmente como o ramo de uma videira.
Em clima de avivamento, a cortina começa a se levantar, e Jesus aparece bem nítido e bem próximo diante de seus olhos. Você é capaz de enxergá-lo no princípio mais remoto quando ele estava com Deus e era Deus, quando todas as coisas foram feitas por intermédio dele.
Em clima de avivamento e com a cortina levantada, você contempla tanto a humanidade de Jesus quanto a sua divindade. Diante de seus olhos, Jesus é ao mesmo tempo Filho do homem e Filho de Deus, verdadeiro homem e verdadeiro Deus.
Em clima de avivamento, você é capaz de enxergar Jesus assentado e exaltado à destra do Pai, colocando debaixo de seus pés todos os poderes demoníacos, todas as forças hostis, entre os quais o maior de todos é a morte.
Em clima de avivamento, você se coloca em torno de Jesus Cristo, na certeza de que ele é o centro de tudo, nos céus, na terra e debaixo da terra. A vontade dele passa a prevalecer sobre a sua. Você se nega a si mesmo por causa dele, quantas vezes forem necessárias. Você tem entusiasmo por Jesus e não consegue ficar calado nem com as mãos abanando diante da carência do ser humano e da graça que há em Jesus Cristo.
Essa revolução acontece em clima de avivamento porque é o Espírito da verdade que dá testemunho a respeito da pessoa e obra de Jesus Cristo (Jo 15.26).
Capa Ultimato 315, Novembro – Dezembro 2008.

18 junho, 2011

Blogando de novo

Provavelmente minha carreira de blogueira está longe de acabar – talvez muito longe também de ser bem sucedida. Mas não me importo. Só quero ter um espaço pra compartilhar e responder aos apelos da minha alma nos dias em que ela quiser quebrar (ou codificar) meu silêncio.